{"id":10,"date":"2006-07-25T23:58:22","date_gmt":"2006-07-25T22:58:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/default\/Agile\/?permalink=Agile-2006-Dia-3.wiki"},"modified":"2006-07-25T23:58:22","modified_gmt":"2006-07-25T22:58:22","slug":"agile-2006-dia-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/2006\/07\/25\/agile-2006-dia-3\/","title":{"rendered":"Agile 2006 &#8211; Dia 3"},"content":{"rendered":"<p>Resumo do terceiro dia de confer\u00eancia: uma sess\u00e3o pela manh\u00e3, quatro na parte da tarde e eu descobri que estou ficando m\u00edope :-)<\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1\">Storytelling with FIT &#8211; Steve Freeman e Mike Hill<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>Depois da <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/default\/Agile\/?permalink=Agile-2006-Dia-2.wiki&#38;smm=y\">sess\u00e3o de ontem<\/a><\/span><br \/>\ncom o Ward Cunningham sobre a import\u00e2ncia dos testes para a evolu\u00e7\u00e3o de um sistema, decidi assistir uma palestra<br \/>\nsobre o framework que ele inventou para testes de aceita\u00e7\u00e3o: <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/fit.c2.com\/\">FIT<\/a><\/span>. O ponto principal<br \/>\nda palestra foi mostrar a import\u00e2ncia dos testes de aceita\u00e7\u00e3o como meio de comunicar requisitos. Eu j\u00e1 ouvi muitas<br \/>\nconversas por aqui sobre a utiliza\u00e7\u00e3o da palavra &#8220;teste&#8221;, pois muitos podem achar que o \u00fanico objetivo de um teste<br \/>\n\u00e9 encontrar erros (e sabemos que, apesar de eficientes, testes n\u00e3o provam a aus\u00eancia de bugs). Ao inv\u00e9s de &#8220;teste&#8221;,<br \/>\nos apresentadores tentaram usar o termo &#8220;documento&#8221;, pois os testes de aceita\u00e7\u00e3o no FIT s\u00e3o p\u00e1ginas HTML contendo<br \/>\ntexto e tabelas com exemplos que especificam o comportamento esperado do sistema. O mais interessante \u00e9 que o<br \/>\ndocumento \u00e9 algo execut\u00e1vel. Com isso voc\u00ea tem como especificar os crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria antes de<br \/>\nter a implementa\u00e7\u00e3o pronta (a id\u00e9ia de escrever testes antes do c\u00f3digo aplicada num contexto mais amplo).<br \/>\nAo implementar a funcionalidade esperada, voc\u00ea utiliza ferramentas como os testes de unidade e<br \/>\n<span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/default\/Agile\/XP\/?permalink=TDD-em-Combate-Parte-1.html&#38;smm=y\">TDD<\/a><\/span> para garantir<br \/>\na qualidade do c\u00f3digo. Por\u00e9m o desenvolvedor \u00e9 tamb\u00e9m respons\u00e1vel por fazer o teste de aceita\u00e7\u00e3o passar. Para isso,<br \/>\nvoc\u00ea precisa escrever um <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/fit.c2.com\/wiki.cgi?ColumnFixture\">Fixture<\/a><\/span>, que na verdade \u00e9 uma classe<br \/>\nque ser\u00e1 chamada pelo framework e te dar\u00e1 acesso aos dados escritos no documento FIT. A partir da\u00ed, voc\u00ea faz as<br \/>\nchamadas necess\u00e1rias ao c\u00f3digo da sua aplica\u00e7\u00e3o e avalia os resultados de acordo com as expectativas descritas no<br \/>\ndocumento FIT. Abaixo s\u00e3o duas tabelas que fizemos para especificar uma parte de um sistema de venda online de<br \/>\nservi\u00e7os de internet:<\/p>\n<p class=\"paragraph\"\/><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/dtsato\/198570183\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flickr_photo\" src=\"http:\/\/static.flickr.com\/60\/198570183_f271fddb95_m.jpg\" width=\"160\" height=\"240\" alt=\"Storytelling with FIT\"\/><\/a><\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1\">Agile Quality: A Canary in a Coal Mine &#8211; Ken Schwaber<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>A sess\u00e3o que escolhi participar depois do almo\u00e7o foi do outro inventor do <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.controlchaos.com\/\">Scrum<\/a><\/span>:<br \/>\n<span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ken_Schwaber\">Ken Schwaber<\/a><\/span>. Ele falou sobre a import\u00e2ncia da qualidade como<br \/>\natributo essencial num sistema de software: devemos nos preocupar com a qualidade desde o in\u00edcio. O custo para<br \/>\ncolocar a qualidade depois \u00e9 muito alto, podendo at\u00e9 levar um projeto ao fracasso no longo prazo devido \u00e0 perda<br \/>\nde vantagem competitiva. Quando mais tempo voc\u00ea gasta lidando com defeitos no seu sistema, menos tempo sobre para<br \/>\npensar no valor que ele est\u00e1 trazendo para o neg\u00f3cio. E o principal objetivo de qualquer sistema de software<br \/>\n<b class=\"bold\">deve<\/b> ser agregar valor ao neg\u00f3cio. Na sua palestra, Ken tentou mostrar a import\u00e2ncia da qualidade para um projeto de software e defendeu a id\u00e9ia de que cortar qualidade deve ser uma <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.infoq.com\/news\/Ken-Schwaber-Sacrificing-Quality\">decis\u00e3o de neg\u00f3cio<\/a><\/span>.<\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1\">Agile Stories &#8211; Research Papers<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>Na segunda metade da tarde, resolvi assistir \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de 3 papers, numa trilha chamada &#8220;Agile Stories&#8221;.<br \/>\nFalarei um pouco sobre cada um dos papers nos t\u00f3picos abaixo:<\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1-1\">The Deployment Production Line &#8211; Jez Humble, Chris Read e Dan North<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>Esse artigo foi bem interessante: eles mostraram uma forma efetiva de estruturar e automatizar a implanta\u00e7\u00e3o da sua<br \/>\naplica\u00e7\u00e3o em diferentes ambientes (teste, integra\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o, &#8230;). O artigo explica de forma mais detalhada a id\u00e9ia<br \/>\nda linha de produ\u00e7\u00e3o que eles desenvolveram num projeto da <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.thoughtworks.com\">ThoughtWorks<\/a><\/span>. O interessante<br \/>\n\u00e9 que eles automatizaram o processo de tal forma que qualquer pessoa podia fazer o deploy de qualquer vers\u00e3o do sistema<br \/>\nem qualquer ambiente com poucos cliques. \u00c9 interessante ressaltar tamb\u00e9m o modo em que eles quebraram as depend\u00eancias<br \/>\npara acelerar a execu\u00e7\u00e3o dos testes nos diferentes ambientes, paralelizando em v\u00e1rias inst\u00e2ncias separadas do<br \/>\n<span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/cruisecontrol.sourceforge.net\">Cruise Control<\/a><\/span> a execu\u00e7\u00e3o dos testes de unidade, testes de aceita\u00e7\u00e3o nos<br \/>\ncen\u00e1rios de sucesso (<i class=\"italic\">smoke tests<\/i>, que rodam mais r\u00e1pido), testes de aceita\u00e7\u00e3o nos cen\u00e1rios mais complicados (demoram<br \/>\nmais), testes de performance, etc. Com isso, um determinado <i class=\"italic\">build<\/i> vai ganhando &#8220;medalhas&#8221; conforme passa em<br \/>\ncada etapa de teste, ficando f\u00e1cil de saber quando ele pode ou n\u00e3o ser implantado em ambiente de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1-1\">The Cost of Code Quality &#8211; Yuri Kharmov<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>Essa apresenta\u00e7\u00e3o foi, por enquanto, a pior da confer\u00eancia. Foi o oposto da palestra do Ken Schwaber<br \/>\nque eu tinha acabado de assistir. O autor defendeu a id\u00e9ia de que nem sempre precisamos<br \/>\nnos preocupar com a qualidade quando escrevemos c\u00f3digo. O principal argumento dele \u00e9: toda preocupa\u00e7\u00e3o com<br \/>\nqualidade tem um custo associado e voc\u00ea deve consider\u00e1-lo na hora de usar t\u00e9cnicas como TDD ou Integra\u00e7\u00e3o Cont\u00ednua,<br \/>\nem outras palavras, n\u00e3o \u00e9 um grande problema ter um sistema cheio de bugs se eles n\u00e3o te atrapalham.<br \/>\nDuas coisas me incomodaram: em primeiro lugar ele transpareceu n\u00e3o entender a verdadeira ess\u00eancia de<br \/>\n<span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/default\/Agile\/XP\/?permalink=TDD-em-Combate-Parte-1.html&#38;smm=y\">TDD<\/a><\/span> como uma<br \/>\nferramenta que possibilita o <span class=\"nobr\"><a href=\"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/default\/Agile\/XP\/?permalink=Design-Incremental-em-XP.wiki&#38;smm=y\">Design Incremental<\/a><\/span>.<br \/>\nSegundo, quando perguntaram para ele ao final da palestra quantas vezes ele discutia sobre qualidade de c\u00f3digo com<br \/>\no cliente, ele respondeu &#8220;Quase nunca&#8221;. Como ele pode julgar pelo cliente o valor da aus\u00eancia ou n\u00e3o de bugs se ele<br \/>\nnunca discute sobre isso?<\/p>\n<h3 class=\"heading-1-1-1\">Appropriate Agile Measurement: Using Metrics and Diagnostics to Deliver Business Value &#8211; Deborah Hartmann e Robin Dymond<\/h3>\n<p class=\"paragraph\"\/>A \u00faltima palestra do dia foi sobre m\u00e9tricas \u00e1geis. Eu achei bem interessante a distin\u00e7\u00e3o entre &#8220;Diagn\u00f3sticos&#8221; e &#8220;M\u00e9tricas&#8221;<br \/>\nproposta pelos autores:<\/p>\n<ul class=\"star\">\n<li><b class=\"bold\">&#8220;Diagn\u00f3sticos&#8221;<\/b>: s\u00e3o n\u00fameros que te ajudam a entender o andamento das coisas em rela\u00e7\u00e3o ao processo. Por exemplo: medir a velocidade do time; interpretar o gr\u00e1fico de <i class=\"italic\">&#8220;Burn-Down&#8221;<\/i> para descobrir se o time ir\u00e1 terminar no prazo; ou saber a quantidade de defeitos. &#8220;Diagn\u00f3sticos&#8221; dependem do contexto do time e devem ser tempor\u00e1rios, ou seja, descarte-os assim que o processo estiver funcionando.<\/li>\n<li><b class=\"bold\">&#8220;M\u00e9tricas&#8221;<\/b>: s\u00e3o n\u00fameros que medem o valor de neg\u00f3cio que seu sistema est\u00e1 produzindo. Por exemplo: retorno de investimento; lucro; ou presen\u00e7a de mercado. &#8220;M\u00e9tricas&#8221; s\u00e3o mais dif\u00edceis de medir, por isso \u00e9 bom escolher apenas uma.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 preciso tomar cuidado com as m\u00e9tricas que voc\u00ea escolhe para avaliar o desempenho de uma equipe \u00e1gil, afinal<br \/>\n<i class=\"italic\">&#8220;You get what you measure&#8221;<\/i>. Outra coisa que eles mostraram foi um <i class=\"italic\">template<\/i> para ser utilizado na hora de<br \/>\ncriar uma m\u00e9trica \u00e1gil, com pontos que te fazem pensar sobre o verdadeiro valor que aquela m\u00e9trica ir\u00e1 representar<br \/>\nquando estiver medindo o sucesso do seu software.<\/p>\n<p class=\"paragraph\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo do terceiro dia de confer\u00eancia: uma sess\u00e3o pela manh\u00e3, quatro na parte da tarde e eu descobri que estou ficando m\u00edope :-) Storytelling with FIT &#8211; Steve Freeman e Mike Hill Depois da sess\u00e3o de ontem com o Ward Cunningham sobre a import\u00e2ncia dos testes para a evolu\u00e7\u00e3o de um sistema, decidi assistir uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[6,7,19,29,48,60,85],"class_list":["post-10","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-agile","tag-agile2006","tag-conference","tag-fit","tag-metrics","tag-quality","tag-thoughtworks"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dtsato.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}